quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perguntas e Respostas em relação ao contrabaixo

Como se chamam as partes e componentes do baixos?

Corpo: parte onde está localizada a maior parte do mecanismo do instrumento. Mesmo em baixo elétricos o corpo do instrumento possui fundamental importância na sonoridade (influem o tipo de madeira usado, o volume, etc).

Escala ou Braço: de importância fundamental na qualidade do instrumento. Não trata-se de apenas uma peça de madeira, pois em seu interior existe (pelo menos nos bons instrumentos) uma peça de metal chamada tensor, de tensão ajustável, responsável por dar uma curvatura correta à peça. O braço, quando ajustado, não deve ser reto, e sim ligeiramente côncavo.

Trastes: pequenas peças de metal que dividem a escala em intervalos de meios-tons. Instrumenos sem trastes (geralmente baixos) são chamados de fretless.

Ponte: parte onde são presas fixas as extremidades das cordas. As pontes possuem diversos ajustes de altura das cordas em relação ao braço, comprimento das cordas (importantes na afinação do instrumento) e em alguns casos distância entre as cordas.

Captadores: peças responsáveis pela captação da vibração das cordas. Podem ser de vários tipos conforme será abordado adiante. Sua altura pode ser ajustada.
Potenciômetros: controles que fazem variar o funcionamento dos captadores, influindo no som do instrumento. Basicamente os potenciômetros fazem variar o volume e a equalização (graves e agudos) do som.

Chave de Comutação: geralmente a chave serve para ligar e desligar os diversos captadores (em instrumentos que possuem mais de um). Pode também servir para variar a captação entre ativa e passiva.
Tarrachas: responsáveis pela afinação do instrumento. Em alguns instrumentos possuem resposta variável (sendo geralmente mais precisas as tarrachas para cordas grossas e mais rápidas as tarrachas para cordas finas).

Capotraste: peça de plástico, osso, marfim ou madeira que marca o início da escala. Ao ser colocada nas tarrachas as cordas devem tender a puxar para baixo o capotraste, de forma que haja um bom contato. Em alguns instrumentos uma peça de metal aumenta este contato.

Qual a diferença entre captadores simples e duplos?
Captadores simples e duplos possuem cada um seus timbres, qualidades e defeitos, havendo músicos ou ocasiões que prefiram um ou outro. De maneira geral captadores simples geram mais ruídos de interferência que captadores duplos.

Qual a diferença entre captação ativa e captação passiva?
Instrumentos de captação passiva são aqueles em que a vibração captada das cordas pelos captadores é enviada diretamente ao amplificador praticamente sem tratamento eletrônico.
Instrumentos de captação ativa possuem um circúito (alimentado por uma bateria de 9 volts colocada geralmente na parte posterior do instrumento) que submete o som a tratamento antes de o enviar para o amplificador. Desta forma baixos com captação ativa possuem mais possibilidades de tratamento e variação dos timbres. O som resultante é mais limpo.
Embora haja hoje uma preferência por baixos de captação ativa, existem ainda correntes de músicos que preferem o som mais natural da captação passiva.

De quanto em quanto tempo devo trocar as cordas?
Você deve trocar as cordas sempre que achar que o som está sem brilho. O tempo entre as trocas pode variar bastante em virtude de sua maneira de tocar,da qualidade das cordas que você usa, da quantidade de tempo que você toca durante o dia, do clima e umidade do local, etc, etc. Músicos iniciantes tendem a trocar menos as cordas por não perceberem a perda da qualidade.
Entre baixistas é comum afrouxar as cordas quando o instrumento estiver em repouso para permitir que as mesmas durem mais (encordoamentos de baixo são bem mais caros e perderem qualidade mais rapidamente).

Como limpar o instrumento?
Existem à venda produtos específicos para limpeza de Instrumento, corpo, escalas, cordas, etc. Prefira usar o material recomendado pelo fabricante (que pode variar conforme o tipo de acabamento e material do instrumento). A maioria dos fabricantes recomenda cera de carnaúba para limpeza do corpo e escala e a mesma pode ser encontrada em boas lojas de música.
Jamais use produtos abrasivos (como cera de carro) ou solventes. Na falta de material adequado use um pano seco ou levemente umedecido.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A hitória do Baixo Elétrico

Até os anos cinquenta, sempre que um baixista arrumava um trabalho, era sempre o mesmo drama para carregar um gigante de madeira, desajeitado e pesado, até o local do evento. Se fosse em outra cidade, o risco seriam os mesmo que todos os músicos correm até hoje: a dificuldade de transporte em, ônibus, navio ou avião sem contar com o transporte da bagagem pessoal e o risco de roubo. Não estou aqui fazendo apologia ao baixo elétrico, afinal eu curto muito o som magnífico emitido pelo baixo acústico. Mas vamos concordar que é dificil o transportar esse instrumento.


         Foi então que um homem mudou para sempre o mundo da música dando ao contrabaixo um status até então desconhecido. Leo Fender, um técnico em eletrônica de 42 anos do sul da Califórnia, lançou, no fim de 1951 o mais revolucionário instrumento musical do século XX. Inspirado na guitarra elétrica Telecaster, a primeira de corpo sólido com características contemporâneas, que ele colocara no mercado apenas um ano antes, Fender criou a guitarra baixo elétrica, ou simplesmente baixo elétrico. Batizando-o de Precision, já que os trastos em sua escala de 34 polegadas permitiam precisão nas notas, rapidamente tornou-se conhecido entre os músicos, passando a ser chamado por eles de Fender Bass, por algum tempo. O tamanho da escala, considerada ideal até hoje, foi escolhido após muitas pesquisas e testes de erro e acerto por Leo e seu companheiro, George Fullerton. As escalas de 30 polegadas não permitiam que a corda vibrasse o esperado para produzir um bom som e a de 36 polegadas dificultava o músico, pelo tamanho das casas.Seu desenho era arrojado e totalmente diverso do contrabaixo tradicional, assim como das tentativas fracassadas feitas anteriormente por Ampeg, Gibson, Audiovox e Regal. Seu corpo em ash com dois recortes, para permitir o acesso às notas mais agudas, braço em maple fixado ao corpo por quatro parafusos, com tarraxas Kluson de um só lado da mão e um captador em Alnico (liga de alumínio, níquel e cobalto) com controles de volume e tonalidade. Ele era ligado a um amplificador desenhado especialmente por Fender para reproduzir as freqüencias mais baixas do instrumentos (Bassman Amp), lançado na mesma época. O baixo elétrico nasceu pronto, sem que fosse necessária nenhuma evolução, como aconteceria com a guitarra, o órgão, e até mesmo a bateria. Se você tiver curiosidade de comparar o Fender Precision 51 com um modelo atual, verá que as modificações feitas foram meramente cosméticas ou ocasionadas pelo natural desenvolvimento tecnológico, sem alterar a concepção inicial. Não houve, na verdade, um protótipo, mas um modelo perfeito e definitivo.
Convidado por Leo Fender a visitar sua fábrica e experimentar o Precision Bass, o baixista William "Monk" Montgomery (irmão do guitarrista virtuose Wes Montgomery) foi um dos primeiros a divulgar o novo instrumento pelos EUA e Europa.
                                                                                                    
                                                                                                        Imagem do fender
                                                                                                          Precision Bass